Por Érika Passos
O crescimento da construção civil se deve ao bom momento da economia, que aumentou o consumo dos bens produzidos pelo Pólo Industrial de Manaus, turbinado ainda pela perspectiva da Copa do Mundo de 2014 e o conseqüente aquecimento do ramo imobiliário, que viria a ganhar novos investimentos e atrativos para melhorar a qualidade habitacional da capital amazonense. Grandes construtoras nacionais como Cyrela, Gafisa e Abyara, se instalaram em Manaus.
O grupo português Sonae Sierra Brasil constrói um shopping center em Manaus, o Manauara Shopping, com investimento de R$ 175 milhões. O início da operação do shopping, que terá 43 mil metros quadrados de área bruta locável e 262 lojas, está previsto para março de 2009.
Existem oficialmente em Manaus, 76 bairros. Recentemente novos bairros foram formados, como os bairros Nova Cidade, Amazonino Mendes, Parque Riachuelo e Comunidade São Pedro.
O mercado imobiliário em Manaus registrou um grande número de
lançamentos nos últimos três meses de 2007 com 2.521 unidades com
áreas construídas com dimensões que variam de 50 a 95 m². O dado faz
parte de um raio-x feito pelo Sinduscon-Am para avaliar as construções
que estão sendo disponibilizadas ao consumidor amazonense.
O presidente do Sinduscon-Am, engenheiro civil Joaquim Auzier disse que amazonense ainda prefere viver em casas, mas fatores externos e as
ofertas o estão direcionando para os apartamentos, em especial os de 2
e 3 quartos que representam 85% das unidades postas a venda. “A nossa
descendência nos remete ao contato direto com a terra, mas a
insegurança, a falta de áreas verdes e sociais nos bairros e, mesmo de
ofertas, pois as construtoras preferem erguer apartamentos que casas
por causa dos custos, estão alterando a paisagem da capital. ‘’Hoje, o
amazonense está comprando mais apartamentos do que casas’’ avaliou Auzier.
As áreas onde se concentram as novas construções influenciam
diretamente no preço por conta das facilidades que permitem, com
especial destaque para o deslocamento rápido e possibilidade de
obtenção de serviços nas proximidades dos empreendimentos. O bairro de
Adrianópolis e o conjunto Petrus, por exemplo, tiveram o menor preço
por metro quadrado computado, R$ 1.998,04 com o total de 81 unidades
de 50 m² de área construída a serem negociadas. Quem pretende comprar
imóveis entre 50 e 100m² de área construída nos bairros de Santo
Agostinho, Dom Pedro, Parque 10, Planalto, Distrito Industrial,
Flores, Ponta Negra, Vieiralves, São Jorge e São Francisco deve
desembolsar R$ 2.384,99 pelo m². O maior valor foi computado na Ponta
Negra nos imóveis com valor acima de R$ 400 mil. O m² é mais do que o
dobro do identificado no Adrianópolis, R$ 4.066,22.
O vice-presidente do Sinduscon-Am, Francisco Flauber acredita que no ano de 2008 o mercado imobiliário deve se manter em alta por conta de
obras de grande porte que vão estimular o empresariado a investir
mais. “Está previsto a construção na Ponta Negra de um shopping center
o que irá atrair a atenção para os terrenos próximos. Os
empreendedores poderão ampliar os investimentos com margem
reduzidíssima de perdas. A pesquisa se tornará um grande instrumento
de avaliação o trabalho adequadamente representará maior bem-estar
social”, finalizou.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
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